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Design thinking no projeto arquitetônico hospitalar

Design thinking no projeto arquitetônico hospitalar

25 de abril de 2019

Em todo projeto de saúde a presença do arquiteto se torna fundamental, pois ele é o planejador e o elemento de conexão entre as diversas disciplinas essenciais ao desenvolvimento de algo tão complexo como o de um hospital.

ACR Arquitetura conta com inúmeros projetos em que a colaboração entre várias frentes sempre foi a palavra de ordem. Ouvir a proposta de um parceiro, considerar o ponto de vista de outro, ponderar, relevar, considerar, refazer e tomar decisões, sem perder de vista o negócio do cliente e suas necessidades, é a premissa de qualquer trabalho.

Traduzindo: o arquiteto precisa ser democrático na hora de colher opiniões e firme no momento de propor soluções.

 

Design thinking como abordagem projetual complementar na arquitetura

Uma das melhores formas para ajudar o arquiteto a decidir por esse ou aquele caminho é praticar a empatia, colocando-se no lugar do outro, compreendendo a relação que as pessoas estabelecem com os ambientes. Afinal a arquitetura influencia física e emocionalmente a vida de cada indivíduo que entra em contato com ela – positiva ou negativamente –, conforme o pesquisador Colin Ellard.

 

É agindo dessa forma, entendendo a dinâmica do ambiente de saúde e conversando com os mais diferentes públicos – usuários, fornecedores, médicos e colaboradores – que ACR Arquitetura conduz um projeto. Foi o que fez, por exemplo, para a rede de consultórios médicos dr. consulta e quando redefiniu as salas de espera do Hospital Israelita Albert Einstein, dentre outros.

 

A arquitetura ganhou um importante aliado: o design thinking, processo colaborativo que usa a sensibilidade e a técnica criativa para suprir as necessidades das pessoas não só com o que é tecnicamente visível, mas com uma estratégia de negócios viável em várias áreas.

 

Desing de serviço aliado à gestão do negócio.

Podemos concluir que o design thinking é uma abordagem centrada no ser humano, destinada a resolver problemas e auxiliar pessoas e organizações a serem mais inovadoras e criativas. E o setor da saúde pode ganhar muito com essa linha de raciocínio.

 

“Em geral, essa é uma área muito regulamentada, muito tradicional, mas que tem se aberto cada vez mais para novas abordagens. Na DparaE – Design para Estratégia nós utilizamos as do design thinking e do design de serviço aliadas às melhores práticas de gestão para facilitar a tomada de decisão estratégica. O design de serviço origina-se do design thinking, mas tem seu foco voltado para os serviços. Nesse sentido, trabalhamos com duas linhas: apoio ao planejamento estratégico e redesenho dos serviços prestados diante das demandas distintas dos usuários”, explica Cláudia Grandi, sócia e business designer da DparaE, que continua: “a gente utiliza a observação, a colaboração, a aprendizagem rápida e a visualização de ideias para inovar a partir das necessidades das pessoas”.

 

Na prática, funciona assim: o profissional que aplica o design thinking avalia o serviço prestado em determinado ambiente de saúde, observa com quem e como o paciente e sua família interagem, compreende os processos internos e inclui a equipe de arquitetura nas sessões de cocriação realizadas a partir dos entendimentos iniciais. “É importantíssimo trazer pacientes e familiares para essa discussão ou, pelo menos, realizar uma coleta informacional com eles ao longo desse processo para que o serviço seja projetado e sirva de insumo para o projeto de arquitetura do ambiente”, esclarece Cláudia.

 

Projeto arquitetônico hospitalar centrada no ser humano

O detalhamento dessas informações ajuda a arquitetura a melhorar a jornada das pessoas, alinhando o projeto às necessidades dos usuários, assim como dá suporte para a tomada de decisão em relação ao posicionamento estratégico daquele negócio – muitas vezes esse estudo aprofundado feito pelo designer é solicitado quando o hospital, por exemplo, recebe muitas reclamações ou tem perdido pacientes pelo atendimento recebido.

 

“Atuamos tanto na fase de diagnóstico com pesquisas para levantamento de informações relevantes quanto na implementação de soluções. Até porque desenhar é uma coisa, deixar o novo serviço de pé é outra. A gente tem de testar, ver o que funciona ou não. A própria proposta do designer preconiza muito essa questão do testar”, conta a especialista.

 

Contar com a parceria do profissional de design thinking ajuda no levantamento de dados focados nos usuários, direcionando o projeto arquitetônico com soluções sob medida para as necessidades detectadas. Afinal, um projeto eficiente é aquele que realmente se torna significativo para quem o usa: as pessoas.

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